Valve rebate processo de Nova York e nega que loot boxes sejam apostas
- Kodda

- 21 de mai.
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A Valve apresentou um pedido oficial para o arquivamento de um processo movido pela Procuradora-Geral de Nova York, Letitia James, que classifica as famosas "loot boxes" (caixas de itens) de Counter-Strike 2 como uma forma de jogo de azar ilegal. Em sua defesa, a desenvolvedora classificou as acusações como "absurdas" e argumentou que a mecânica de obtenção de itens aleatórios não viola as leis vigentes.

O argumento central da Valve baseia-se no fato de que o comprador sempre recebe exatamente o que pagou: um item aleatório de um conjunto pré-definido. Para os advogados da empresa, não existe um fator de risco financeiro, uma vez que as skins virtuais não são consideradas propriedade ou dinheiro sob as leis de jogos de azar de Nova York. A defesa traçou um paralelo com produtos físicos tradicionais, como pacotes de figurinhas de beisebol, surpresas do McLanche Feliz e caixas de cereais, onde o consumidor também não sabe o que encontrará no interior da embalagem antes de abri-la.
A Valve alertou ainda que, caso o processo avance, diversas formas de entretenimento cotidiano poderiam ser criminalizadas, incluindo centros de diversão familiar que trocam tickets por prêmios. Atualmente, o estado de Nova York busca a proibição total da venda dessas caixas em seu território, além do pagamento de indenizações baseadas nos lucros da empresa com essa mecânica. Nos últimos anos, a Valve já havia implementado mudanças, como o sistema de recompensas semanais, para oferecer mais transparência aos jogadores.




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