Mudança de estratégia: Ex-chefe do PlayStation comenta sobre o fim dos exclusivos no PC
A recente decisão da Sony de interromper o lançamento de seus jogos exclusivos de peso no PC pegou a comunidade de surpresa e gerou questionamentos até mesmo em ex-executivos da empresa. Shawn Layden, antigo presidente da Sony Interactive Entertainment Worldwide Studios, expressou estranheza com a mudança de rumo da dona da marca PlayStation, destacando que a estratégia original de levar os títulos para os computadores não visava o lucro imediato, mas sim a expansão da base de jogadores.

Layden, que deixou a liderança da Sony no fim de 2019, comentou que a iniciativa iniciada em 2020 com títulos como Horizon Zero Dawn, God of War e The Last of Us tinha como objetivo principal apresentar as franquias intelectuais da empresa para um novo público. Segundo o executivo, se um jogador de PC está disposto a esperar mais de um ano para experimentar um título na plataforma, ele não representa a perda de um cliente de console, já que esse perfil dificilmente compraria um PlayStation apenas por aquele jogo.

A nova postura da Sony em recuar com os ports de grandes produções narrativas ocorre após desafios técnicos de desempenho em lançamentos recentes no PC e preocupações internas sobre o impacto na força da marca PlayStation. Embora Layden sugira que os custos crescentes para o desenvolvimento dessas versões adaptadas possam ter influenciado a decisão atual, ele reforça que a ideia inicial era puramente estratégica e focada em alcance de marca.
Apesar do recuo nos grandes jogos focados em campanha de um jogador, a Sony manterá uma abordagem mista no mercado de computadores. Jogos focados em multiplayer de seus estúdios internos e projetos de empresas parceiras que possuem acordos específicos de exclusividade temporária nos consoles continuarão recebendo versões para PC no futuro.




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