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Microsoft nega substituição de funcionários do Xbox por trabalhadores estrangeiros após demissões

12 de jul.
1 min de leitura

A Microsoft veio a público para rebater acusações e esclarecer a recente onda de demissões que atingiu a divisão Xbox. Os cortes resultaram no desligamento de aproximadamente 3.200 colaboradores e na separação de cinco estúdios internos, que passaram a atuar de forma independente. O diretor de relações públicas da empresa, Frank X. Shaw, desmentiu relatórios que sugeriam que a reestruturação teria como objetivo eliminar postos de trabalho de cidadãos norte-americanos para preenchê-los com mão de obra estrangeira por meio do programa de vistos H-1B.


Xbox

A controvérsia ganhou força após uma reportagem da emissora Fox News apontar que a Microsoft havia demitido milhares de funcionários enquanto recebia autorizações governamentais para a contratação de mais de 2.200 profissionais estrangeiros. A repercussão nas redes sociais gerou hostilidade e ataques direcionados inclusive à ancestralidade da atual CEO do Xbox, Asha Sharma. O visto H-1B permite que empresas dos Estados Unidos contratem temporariamente especialistas estrangeiros para funções técnicas específicas, e os boatos sugeriam um suposto abuso desse mecanismo pela divisão de jogos.


Em comunicado oficial, Shaw explicou que os dados de imigração citados referem-se a renovações de vistos rotineiras e novos pedidos distribuídos por toda a corporação da Microsoft, e não a contratações direcionadas ao Xbox. O executivo ressaltou que as demissões ocorreram estritamente para readequar o modelo de negócios da divisão de games, que enfrentava um cenário desfavorável. Ele também reforçou que o Xbox continua sendo o maior empregador de profissionais norte-americanos no setor de jogos e que a executiva principal da marca nasceu e foi educada integralmente nos Estados Unidos.


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