Valve enfrenta nova ação coletiva que compara loot boxes a cassinos
- Casagrandi

- 10 de mar.
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Valve, desenvolvedora da plataforma Steam e de sucessos como Counter-Strike 2, enfrenta uma nova ofensiva jurídica nos Estados Unidos. Pouco tempo após ser processada pelas autoridades de Nova York por suposta organização de jogos de azar, a empresa agora é alvo de uma ação coletiva movida por consumidores. O processo alega que o sistema de loot boxes presente em títulos como CS2, Dota 2 e Team Fortress 2 utiliza táticas psicológicas enganosas, comparáveis às de cassinos, para extrair dinheiro de jogadores, incluindo menores de idade.

De acordo com os autores da ação, a mecânica de abertura de caixas, que exige a compra de uma chave por cerca de $2,50 dólares, é projetada para viciar. O texto jurídico destaca que a interface visual, com itens rolando na tela e parando lentamente em um prêmio, emula o funcionamento de máquinas caça-níqueis. O processo sustenta que as loot boxes não são recursos aleatórios inofensivos, mas sim um modelo de negócio deliberado que lucra sobre a esperança do usuário de obter itens digitais valiosos, que podem valer de poucos centavos a milhares de dólares.
A acusação também aponta que o ecossistema da Valve, incluindo o Mercado da Comunidade Steam, facilita a troca e a monetização desses itens, o que os caracterizaria como "algo de valor" sob as leis do estado de Washington. Historicamente, a Valve já enfrentou pressões regulatórias semelhantes na Holanda e na Bélgica. Recentemente, na Alemanha, a empresa implementou um sistema de "raio-x" no Counter-Strike 2, permitindo que os jogadores visualizem o conteúdo do recipiente antes de usar a chave, uma tentativa de mitigar as críticas sobre a natureza obscura dessas transações.
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