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Supercomputador militar feito com PlayStation 3 marcou a história da tecnologia

  • Foto do escritor: Kodda
    Kodda
  • 29 de jul.
  • 1 min de leitura

Em 2010, o Laboratório de Pesquisa da Força Aérea dos Estados Unidos chamou a atenção da comunidade tecnológica ao construir um supercomputador utilizando 1.760 consoles Sony PlayStation 3. Batizado de Condor Cluster e localizado em Nova York, o sistema foi desenvolvido para aprimorar a eficiência de radares, processar imagens de satélite e conduzir pesquisas avançadas em inteligência artificial, chegando a ocupar a 33ª posição entre os supercomputadores mais potentes do mundo na época.


PlayStation 3 supercomputador militar

A escolha do hardware foi puramente financeira e técnica. O projeto custou cerca de 2 milhões de dólares, o equivalente a apenas 5% ou 10% do valor de um supercomputador tradicional equivalente naqueles anos. Cada console saía por aproximadamente 400 dólares, enquanto estações de trabalho convencionais custavam cerca de 10 mil dólares por unidade. O processador Cell do console oferecia alta capacidade de processamento paralelo e, na época, o sistema operacional Linux podia ser instalado nativamente no aparelho, facilitando a integração.


O sistema entregava uma potência de 500 TFLOPS combinando 168 processadores gráficos e 84 servidores de coordenação. No entanto, a iniciativa teve vida curta. Com atualizações de software da Sony que removeram o suporte ao Linux e o lançamento do PlayStation 4 que não permitia o mesmo tipo de configuração em rede, o projeto tornou-se obsoleto e foi desativado em 2015, servindo hoje como um marco histórico sobre o uso de eletrônicos de consumo em pesquisas científicas e militares.



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