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Nvidia descarta console portátil próprio para focar na reinvenção dos PCs com IA

  • Foto do escritor: Kodda
    Kodda
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

O mercado de hardware gamer especula há tempos sobre um possível retorno da Nvidia ao segmento de consoles portáteis, especialmente com o avanço de chips eficientes. No entanto, o CEO da companhia, Jensen Huang, descartou a possibilidade de a empresa lançar um dispositivo próprio no momento. Durante a Computex 2026, o executivo revelou que o foco total da marca está na iniciativa RTX Spark, que visa reestruturar a arquitetura dos computadores pessoais equipados com Windows utilizando processadores de tecnologia Arm e inteligência artificial.


Nvidia

Ao ser questionado sobre o desenvolvimento de um console com a nova tecnologia, Huang afirmou que a Nvidia está aberta a parcerias caso outra empresa queira produzir o hardware, mas que a prioridade atual é um objetivo muito maior: reinventar o PC após 40 anos de hegemonia do modelo tradicional. O plano envolve substituir progressivamente a dependência da arquitetura x86 por chips desenvolvidos em conjunto com a MediaTek e em colaboração direta com a Microsoft, um projeto que já consome mais de três anos de engenharia.


A transição técnica apresenta grandes desafios práticos para o ecossistema de jogos, como garantir que softwares legados funcionem perfeitamente na nova plataforma e que sistemas de proteção antitrapota (anti-cheat) operem sem falhas de compatibilidade. Diante da magnitude dessa mudança de mercado, a liderança da Nvidia considera um erro estratégico desviar recursos e equipes para focar em produtos secundários neste momento.


Essa postura reflete a atual realidade financeira da Nvidia, onde o segmento de jogos eletrônicos passou a representar menos de 5% do faturamento total da empresa no último trimestre, sendo amplamente superado pela divisão de servidores e infraestrutura para inteligência artificial. Apesar disso, o avanço da linha de chips RTX Spark, como o futuro modelo N1 de baixo consumo energético, mantém aberta a possibilidade de que marcas parceiras utilizem a tecnologia para criar novos portáteis no futuro.


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