Indústria diz "não": Grandes estúdios ignoraram o Ray Tracing em 2025
- Kodda

- 16 de fev.
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Apesar do esforço contínuo da Nvidia em tornar o Ray Tracing (RT) um padrão de mercado, a tecnologia de iluminação por hardware ainda enfrenta resistência em 2025. Mesmo com o poder das placas RTX, a indústria tem priorizado soluções de iluminação global por software, como o sistema Lumen da Unreal Engine 5, em detrimento do processamento via hardware.

Um levantamento da PC Gamer revelou que, dos 21 jogos mais populares de 2025, apenas cinco utilizam aceleração de hardware para iluminação. A ausência da tecnologia é compreensível em títulos competitivos leves como Counter-Strike 2, mas chama a atenção em blockbusters visualmente densos como Stellar Blade e Nioh 3, que optaram por não incluir o recurso.
Algumas franquias chegaram a retroceder. A série Battlefield, que foi pioneira no uso de RT em Battlefield V, abandonou a tecnologia no lançamento de Battlefield 6. Da mesma forma, a FromSoftware, que adicionou raios ao Elden Ring original, não os incluiu em Elden Ring: Nightreign. Atualmente, muitos desenvolvedores limitam o Ray Tracing a áreas estáticas ou menus de customização, onde o impacto na performance é controlado.

O principal motivo para essa cautela é o custo de desempenho, que muitos estúdios ainda consideram injustificável para o ganho visual obtido. No entanto, há sinais de mudança: a Epic Games trabalha para otimizar a Unreal Engine 5 visando 60 FPS estáveis com RT no PlayStation 5, e títulos como Doom: The Dark Ages já demonstram resultados promissores com Path Tracing no PC. O futuro da tecnologia agora depende da popularização de novas arquiteturas, como a RDNA 5, nos consoles e PCs de próxima geração.
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