Digital Foundry PC Gaming em 2025: O Veredito sobre os Melhores (e Piores) Ports do Ano
- Kodda

- 29 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
O ano de 2025 foi uma montanha-russa para os jogadores de PC. Enquanto alguns títulos elevaram o patamar técnico, entregando otimização impecável e visuais de tirar o fôlego, outros chegaram às mãos dos usuários como verdadeiros "carvões de Natal" repletos de problemas de desempenho, stuttering (travadinhas) e falta de polimento.
Se você está pensando em atualizar sua biblioteca ou quer saber quais jogos realmente respeitam o hardware do seu computador, este guia baseado na análise minuciosa da Digital Foundry é essencial. Vamos mergulhar nos triunfos e nos fracassos técnicos que marcaram o ano.
🏆 Os Campeões da Otimização: Quando a Tecnologia Brilha
Nem tudo foi má notícia. Três títulos se destacaram por oferecer uma experiência fluida, escalável e visualmente impressionante.

1. Doom: The Dark Ages – O Rei da Performance
Sem surpresas, a id Software continua sendo a mestra da eficiência.
Doom: The Dark Ages é possivelmente o melhor port do ano. Mesmo com o uso intensivo de Ray Tracing e até suporte a Path Tracing, o jogo consegue rodar de forma estável em hardwares modestos (como a RTX 2060 em 1080p). Outro ponto de destaque são os tempos de carregamento, que são tão rápidos que parecem desafiar as leis da física moderna.

2. Kingdom Come: Deliverance 2 Estabilidade em Mundo Aberto
Diferente de muitos jogos na Unreal Engine 5 que sofrem com engasgos de compilação de shaders, este título (que utiliza uma versão customizada da CryEngine) provou que é possível ter um mundo denso e populado sem stuttering. A estabilidade temporal da imagem e as opções graduais de desempenho garantem uma experiência imersiva nas colinas da Boêmia.

3. Assassin’s Creed Shadows
O Retorno à Forma da Ubisoft
Após alguns anos de estagnação visual, a Ubisoft entregou um port robusto com a Anvil Engine. O jogo brilha no PC com suporte a todos os principais upscalers (DLSS, FSR, PSSR), geração de quadros e uma iluminação global que faz os consoles parecerem limitados. O compromisso da equipe com patches responsivos pós-lançamento também foi um diferencial positivo.
⚠️ Os Tropeços Técnicos: Quando o Hardware não é o Culpado
Infelizmente, alguns lançamentos de alto perfil deixaram muito a desejar, provando que nem todo orçamento milionário garante um jogo estável.

❌ The Elder Scrolls 4: Oblivion Remastered
Apesar da nostalgia, este remaster foi uma das maiores decepções. Utilizando a Unreal Engine 5 de forma problemática, o jogo herdou e até exagerou problemas de performance do original de 2006. Atravessar o mundo aberto tornou-se um exercício de paciência devido aos engasgos constantes, ganhando o título de um dos "piores desempenhos já testados".

❌ Monster Hunter Wilds
O que deveria ser a estreia triunfal da RE Engine em mundos abertos de escala massiva acabou sendo um pesadelo de otimização. Com texturas que falham em carregar mesmo em GPUs de 8GB e uma dependência excessiva de geração de quadros (frame generation) para atingir níveis básicos de jogabilidade, o jogo parece ter sido lançado antes de estar pronto.

❌ The Outer Worlds 2
Mesmo vindo de um estúdio respeitado, a sequência sofreu com decisões questionáveis na implementação de Ray Tracing e um sistema de compilação de shaders que deixa o jogo com visual de "modo batata" por longos períodos. O desempenho no mundo aberto é inconsistente, tornando a exploração espacial menos prazerosa do que deveria.
O que aprendemos com 2025?
A lição deste ano é clara: o motor gráfico não define o destino de um jogo, mas a forma como ele é implementado sim. Vimos que motores proprietários bem cuidados (como os de Doom e Kingdom Come) podem superar soluções de mercado quando o assunto é estabilidade. Para 2026, a esperança é que os desenvolvedores priorizem a eliminação do stuttering e a eficiência no uso de VRAM desde o primeiro dia.
E você, qual foi o jogo que melhor rodou no seu PC este ano? E qual te deu mais dor de cabeça? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe sua experiência!




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