Autoridades dos EUA processam Valve por suposta organização de jogo ilegal através de loot boxes
- Kodda

- 26 de fev.
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A Procuradora-Geral do Estado de Nova York, Letitia James, abriu um processo judicial em Manhattan contra a Valve, empresa responsável por títulos de peso como Counter-Strike, Team Fortress e Dota 2. De acordo com informações da Reuters, a acusação sustenta que a desenvolvedora organiza operações de jogos de azar ilegais por meio de seu sistema de loot boxes (caixas de itens aleatórios).

O documento afirma que as mecânicas de contêineres virtuais contendo skins, armas e bônus violam a constituição estadual e as leis criminais, sendo comparadas a sistemas viciantes de apostas. A acusação alega que o modelo de negócios da Valve, baseado na venda de chaves para abrir essas caixas, gerou bilhões de dólares em receita ao mimetizar o funcionamento de máquinas caça-níqueis, onde uma roleta exibe diversas opções antes de parar em um item.

Um dos pontos centrais do processo é o impacto sobre menores de idade. A procuradoria citou dados do Departamento de Saúde Pública de Massachusetts, indicando que a exposição a mecânicas de apostas antes dos 12 anos quadruplica o risco de problemas com jogos na vida adulta. Como medida punitiva, o estado exige que a Valve compense os usuários afetados e pague uma multa equivalente a três vezes os lucros considerados ilegais.
A ação faz parte de uma ofensiva regulatória maior contra a indústria de games. Recentemente, a Federal Trade Commission (FTC) multou a HoYoverse, de Genshin Impact, em US$ 20 milhões por práticas semelhantes e falta de clareza nas probabilidades de recompensas. Até o momento, a Valve não se manifestou oficialmente sobre o caso.
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